O famoso bairro oriental de São Paulo já foi palco de grandes lutas na histó
ria da capital. O nome Liberdade vem dos tempos da abolição dos escravos. Antigamente, a área era conhecida como Campo da Forca. No centro do bairro, no largo está a Igreja da Santa Cruz, que ficou mais conhecida calmo Igreja dos Enforcados. É lá que as pessoas vão acender velas para as almas. Nas imediações existia, já por volta de 1770, um dos primeiros cemitérios da capital, onde eram enterrados os escravos.
A chegado dos Japoneses
ria da capital. O nome Liberdade vem dos tempos da abolição dos escravos. Antigamente, a área era conhecida como Campo da Forca. No centro do bairro, no largo está a Igreja da Santa Cruz, que ficou mais conhecida calmo Igreja dos Enforcados. É lá que as pessoas vão acender velas para as almas. Nas imediações existia, já por volta de 1770, um dos primeiros cemitérios da capital, onde eram enterrados os escravos.A chegado dos Japoneses
A imigração dos japoneses para o Brasil começou em 1908, com a chegada do navio Kasatu Maru no porto de Santos. O início da caracterização da Liberdade como bairro tipicamente
japonês se deu no ano de 1912, quando os primeiros imigrantes começaram a se fixar na Rua Conde de Sarzedas. Antes disso, aqueles que decidiam trocar a Ásia pelo Brasil se direcionavam principalmente para o interior do estado de São Paulo.Com o passar do tempo, esses “desbravadores” foram se habituando ao local e as atividades comerciais à moda japonesa passaram a surgir ali. O resultado de décadas dessa influência é o que pode ser observado hoje: a Liberdade é um pedaço do Japão na maior metrópole da América do
Sul. Calcula-se que cerca de 400 mil japoneses e descendentes morem hoje em São Paulo.
japonês se deu no ano de 1912, quando os primeiros imigrantes começaram a se fixar na Rua Conde de Sarzedas. Antes disso, aqueles que decidiam trocar a Ásia pelo Brasil se direcionavam principalmente para o interior do estado de São Paulo.Com o passar do tempo, esses “desbravadores” foram se habituando ao local e as atividades comerciais à moda japonesa passaram a surgir ali. O resultado de décadas dessa influência é o que pode ser observado hoje: a Liberdade é um pedaço do Japão na maior metrópole da América doSul. Calcula-se que cerca de 400 mil japoneses e descendentes morem hoje em São Paulo.
A rua Tomás Gonza
ga tem alguns dos mais antigos restaurantes japoneses de São Paulo. Livrarias como a Sol (pça. da Liberdade, 153, S3208-6588) oferecem tudo em mangás, os quadrinhos japoneses. Na rua São Joaquim, a Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa promove cursos e abriga o Museu da Imigração Japonesa, e fica o Centro de Chado Urasenke (nº 381, sala 44, S 3815-3641), que ensina a cerimônia do chá. Entre os eventos locais, há a Festa do Moti Tsuki (31 de dezembro), para celebrar o ano-novo; o Hana Matsuri (abril), em honra a Buda; e o Tanabata Matsuri (julho), em que se anotam desejos em papéis presos em galhos de bambu. Na praça da Liberdade, as manhãs (6h-7h) são tomadas pelo Rádio Taissô, com exercícios ao som de música japonesa. A praça sedia a Feira Oriental (dom e dois sáb por mês), com comidas orientais e, entre janeiro e fevereiro, o Ano-Novo Chinês, do calendário lunar.
ga tem alguns dos mais antigos restaurantes japoneses de São Paulo. Livrarias como a Sol (pça. da Liberdade, 153, S3208-6588) oferecem tudo em mangás, os quadrinhos japoneses. Na rua São Joaquim, a Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa promove cursos e abriga o Museu da Imigração Japonesa, e fica o Centro de Chado Urasenke (nº 381, sala 44, S 3815-3641), que ensina a cerimônia do chá. Entre os eventos locais, há a Festa do Moti Tsuki (31 de dezembro), para celebrar o ano-novo; o Hana Matsuri (abril), em honra a Buda; e o Tanabata Matsuri (julho), em que se anotam desejos em papéis presos em galhos de bambu. Na praça da Liberdade, as manhãs (6h-7h) são tomadas pelo Rádio Taissô, com exercícios ao som de música japonesa. A praça sedia a Feira Oriental (dom e dois sáb por mês), com comidas orientais e, entre janeiro e fevereiro, o Ano-Novo Chinês, do calendário lunar. O Templo Busshinji
Todo de madeira e com teto piramidal, este templo budista, da Comunidade Soto Zen Shu, de tradição japonesa, foi inaugurado em 1995. Nas visitas e cerimônias, só se entra com pés descalços. No altar há três armários com budas de madeira. Instrumentos percussivos marcam as cerimônias. Além dos ritos semanais, uma vez por mês há a Cerimônia de Kannon, manifestação de Buda ligada à compaixão.
O budismo japonês é o que predomina na cidade, embora também haja instituições dedicadas ao budismo chinês e ao tibetano. Além da tradição zen, o budismo do Japão tem variantes que incorporam o sincretismo com o xintoísmo, uma das religiões mais popularesno país. É interessante combinar a visita a este templo com uma ao belo Templo Quannin, também budista chinês, situado no viaduto da rua Conselheiro Furtado.
O Museu da Imigração Japonesa
Um passeio pelo bairro oriental da Liberdade não pode acabar sem uma visita a este museu. Entre as 1.800 peças do acervo, não perca as réplicas do Kasato-Maru (navio que em 1908 trouxe os pioneiros imigrantes japoneses ao Brasil) e a mostra do pós-guerra, que lembra os dekasseguis (nipo-brasileiros que emigraram para o Japão). Há também uma sala de projeção, que exibe documentários.

Um comentário:
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